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Fora da publicidade solidária, bancos precisam provar que emprestarão às empresas na crise da covid-19

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Por Fernando Castilho da JC Negócios.

No site da Federação Brasileira dos Bancos – Febraban, um informe diz que até esta terça-feira, mais de dois milhões de pedidos de renegociação de dívidas estão sendo processados pelos bancos.

Os valores dessas negociações, diz a entidade, chegam a R$ 200 bilhões. O pacote se refere parcialmente ao que está acontecendo no BB, Bradesco, Caixa, Itaú e Santander.

O que a entidade chama de renegociação é a concessão de carência de 2 a 3 meses no vencimento de parcelas em várias linhas, como crédito pessoal, crédito imobiliário, crédito com garantia de imóveis, crédito para aquisição de veículos e capital de giro.

Curiosamente os filmes concentram-se na pessoa física que nesse momento não está demandando crédito. E a grande maioria nem use os três meses de prorrogação. 

Não vai ser suficiente. Se ficar só nisso, em julho as empresas combalidas por uma parada total de 90, dias não terão como pagar a folha de pessoal, os impostos e as parcelas atrasadas.

Embora se esforcem com campanhas publicitárias solidárias os bancos sabem que sua imagem com as empresas foi para o espaço. Desde a segunda quinzena de março quando um a um setores inteiros foram obrigados a parar sua atividade.

No mundo real, a maior parte dos bancos não está atendendo com seus gerentes pessoalmente. No máximo, atendem FGTS e INSS. Na recepção, funcionários mandam ligar para a central de atendimento da agência. Quando o cliente liga, mandam ele para a internet. Quando chega na internet as taxas estão maiores. Importa pouco se a empresa limpa se nunca atrasou um imposto ou boleto.

Os publicitários das milionárias contas dos bancos estão buscando temas e imagens de solidariedade. Mas sabem que a imagem de seus clientes junto aos formadores de opinião vai precisar ser reconstruída.

Na defesa de seus associados, a Febraban diz que ao contrário do que aconteceu na crise de 2008, desta vez, não estamos observando um empoçamento de liquidez, mas sim um aumento substancial nas necessidades por recursos líquidos, o que torna esta crise bem diferente da anterior.

Empoçamento de liquidez é um neologismo que o setor inventou para dizer que os bancos não conseguem emprestar o dinheiro que reservaram. E foi o termo que o ministro Paulo Guedes usou para acusar os bancos de não estarem ajudando as empresas.

A crítica de Guedes faz sentido. Ele, como representante dos contribuintes, botou R$ 34 bilhões (85%) dos R$ 40 bilhões que o governo liberou para pagar ao menos dois meses de salários das empresas. Os outros 15% (R$ 6 bilhões), deveriam ser usados pelos bancos. Mas o dinheiro para as empresas com faturamento entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões ao ano não sai.

O que irrita mais os empresários com folha de pessoal vencendo nesta terça-feira é que o Banco Central anunciou medidas que liberariam R$ 1,2 trilhão para a economia.

Por exemplo, o BC reduziu a alíquota caiu dos depósitos compulsórios de 25% para 17%. Isso quer dizer R$135 bilhões liberados com efeitos a partir de 16 de março para os bancos usarem para ajudar as empresas. De certa forma é como se o BC permitisse que eles emprestassem R$ 136 bilhões que obrigatoriamente deveriam recolher como depósitos compulsórios. Mas eles não viram isso acontecer.

Além disso, o pacote de liberações internas que liberam os bancos de se protegerem de possíveis calotes ou perdas no câmbio, somam R$ 1 trilhão. Mas o resultado disso não está sendo visto.

Os bancos se queixam que o Governo ainda não liberou as regras. Isso é fato, mas os bancos não inovam em atitudes e apostam mais na comunicação na publicidade e na internet que resolver os problemas das empresas. Marketing no lugar de ação.

De fato, o pacote de informações de operações pela internet virou argumento de marketing. Para tentar ocupar espaços da concorrência. Nos aplicativos, nos serviços digitais. Mas muito pouca coisa no crédito cujas taxas de juros em várias instituições subiram.

A Febraran se queixa de que os bancos internacionais cortaram as linhas que que estreitaram a liquidez do sistema. Mas que seguirá trabalhando, com o BC e o governo para dar liquidez e crédito. Pode ser, mas a dura realidade é que o banco não está chegando junto. Se demorar muito vai perder o cliente pessoa jurídica.

A consequência disso é que as empresas não estão conseguindo organizar um mínimo de caixa para atravessar os três meses de faturamento zero.

No primeiro levantamento do baque a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), estimou perdas de R$ 53,3 bilhões nesta terça-feira (7), em dez unidades da Federação: Amazonas, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Juntas, eles têm 72,5% do volume de vendas do varejo nacional.

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Fonte: https://jc.ne10.uol.com.br/colunas/jc-negocios/2020/04/5605303-fora-da-publicidade-solidaria–bancos-precisam-provar-que-emprestarao-as-empresas-na-crise-da-covid-19.html



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